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quinta-feira, 14 de junho de 2012

CONFUCIONISMO

CONFUCIONISMO: a sabedoria dos antigos
Confúcio nasceu em 551 a.C., no pequeno estado de Lu, situado na atual província do Shandong e governado por descendentes do duque de Zhou, importante governante e filósofo. É quase certo que Confúcio pertencia a uma família aristocrática e, por certo período, teria exercido algum cargo público; mesmo assim, viveu sempre em humildes condições e aprendeu atividades manuais que eram desprezadas pelos nobres. Consta também que foi um dos primeiros professores profissionais da China e que vários de seus discípulos ocuparam cargos relevantes na administração estatal. Pela metade de sua vida, viajou para o norte, tentando persuadir os senhores feudais a governar conforme seus ensinamentos, mas não teve grande sucesso, embora fosse respeitado por todos.
O que hoje conhecemos do pensamento de Confúcio encontra-se numa pequena coletânea chamada Lunyu ou discursos, que não é um tratado sistemático mas uma reunião de frases lembradas pelos seus discípulos e a ele atribuídas, que foram organizadas num volume, alguns anos após sua morte. O texto atual, porém, seria o resultado de outras elaborações do séc. II a.C.
Um grande discípulo de Confúcio, morto em 479 a.C., foi Mêncio (371- 289 a.C.) que organizou sistematicamente os pensamentos do mestre.
Pensamentos de Confúcio
Confúcio declarava ser somente um repetidor da antiga via ensinada pelo duque Zhou e sustentava que era necessário voltar às origens da sociedade dos Zhou para resolver os problemas do seu tempo. Na realidade, ele foi um inovador dessas antigas teorias.
O pressuposto do pensamento confucionista é que o homem pode atingir a perfeição através da educação e, conhecendo o caminho dos antigos, chegar a uma vida virtuosa que lhe permita comportar-se corretamente, conforme seu papel na sociedade.
1) Formação
O ponto de partida é a formação do indivíduo. Através do ensinamento e da autodisciplina, o indivíduo chega ao conhecimento e à prática da virtude; descobre sua autêntica natureza, interioriza as disposições do Tian (Céu) , podendo assim agir com espontaneidade, sem necessidade da coação de leis para fazer o bem. Chegando a esse ponto, ele é um homem superior ou verdadeiro e tem o poder de influenciar positivamente sobre os outros, transformando-os.

Sacerdote taoísta durante um rito Jiao
2) Família
O primeiro âmbito em que o ser humano se forma e aprende a agir com autenticidade é a família.
O filho aprende com os pais, especialmente no exercício da piedade filial (xiao), ou seja, o filho deve aos pais respeito, obediência, deferência, sustento na velhice, enquanto o pai dá ao filho, proteção e ajuda em sua formação.
3) Sociedade
O segundo âmbito é a sociedade, onde se aprendem e se praticam as virtudes sociais, sobretudo, a justiça (yi), a generosidade para com os outros, o perdão (shu) e a benevolência (ren). Esta última é uma virtude fundamental no pensamento confucionista, cujo extenso significado compreende tudo o que torna o homem verdadeiramente bom.

4) Estado
É no Estado, que coincide com sociedade ou mundo civil, em contraposição a uma condição de não civilização, que o homem aprende e pratica a virtude da lealdade-fidelidade (zhong).
Os súditos, especialmente os funcionários públicos, devem ser leais ao soberano que, por sua vez, se compromete em administrar o Estado e governar o mundo, não por uma rigorosa aplicação das leis, mas pelo exercício das virtudes. Se o soberano for virtuoso, o Estado permanecerá estável, a sociedade irá se manter ordenada, a família viverá na harmonia; da mesma forma, se as relações familiares forem corretas, a ação na sociedade também o será e o mundo viverá em paz.

Oferta de alimentos a Tudigong
E bom frisar ainda que a família e Estado-mundo são semelhantes: o Estado é uma grande família abrangente em cujo vértice está o rei , o Filho do Céu (Tian) que governa seus súditos como um bom pai.
No confucionismo, as duas virtudes mais importantes são: a benevolência (ren) que emana do coração, centro da personalidade, e torna o homem verdadeiramente homem e a maneira correta de agir e de relacionar-se com os outros (li).
Sem o ren, vive-se o formalismo, sem o li, cai-se na rudeza e na barbárie. As ações humanas virtuosas feitas com o ren e o li são o cumprimento das ordens do Tian (Céu) que se difundem sobre a terra, tornando-a humana e fazendo emergir as normas e os princípios que permeiam a realidade.
Síntese do pensamento confucionista
Com as últimas afirmações, entramos já numa interpretação do pensamento original de Confúcio, elaborada especialmente por seus discípulos Mêncio e Dong Zhongshu. Nessa síntese, aparecem de maneira sistemática, as relações no interior de uma tríade confucionista: o Céu que cobre e produz, a Terra que alimenta o Homem, único ser que pensa e possui uma vontade consciente.

Devoto da divindade budista Guanyin, cumprindo seus votos feitos aos espíritos
O homem, porém, é entendido não como indivíduo, mas como gênero humano que é representado e encarnado no imperador, o Filho do Céu. O soberano governa por um mandato que lhe é concedido pelo Céu (Tianmings) e somente permanecendo em harmonia com ele, consegue manter a boa ordem da sociedade e da natureza. Assim, compreende-se o homem, ao mesmo tempo, subordinado a uma ordem que lhe é superior e artífice da harmonia entre o céu e terra, entre a sociedade a natureza.
Se o homem, em particular o imperador, transgredir as normas que regulam o universo, acontecerão catástrofes e tragédias, sinais de que o mandato do Céu foi revogado e o que o povo pode se revoltar e substituir o imperador por outro mais digno.
Nessa visão, o imperador é o sacerdote supremo daquela que podemos chamar de religião do Estado confucionista. Somente o imperador, na ausência do povo, pode oferecer sacrifício ao Céu e à Terra e promulgar o calendário, que não é simplesmente uma ordem cronológica mas um elenco dos deveres rituais que permitem a manutenção da harmonia no universo e no progresso da vida humana e social.
A vida além da morte
Entre as várias práticas rituais, privilegia-se o culto aos antepassados, considerado a base primordial da "religião dos chineses". Os mortos não se transformam em divindades mas são venerados como antepassados que ainda pertencem à família ou ao clã.

Estátua de um Grande General, uma das numerosíssimas divindades populares taoístas (Taiwan)
O culto é presidido pelo chefe da família ou do clã e realizado numa sala-templo ou simplesmente diante do altar, colocado no interior da casa, sobre o qual são expostas as tabuinhas com o nome dos antepassados.
Isso alimenta a piedade filial, que se prolonga além da morte, não somente como maneira de superar o trauma da dor, mas sobretudo, como maneira de reintegrar o defunto à unidade familiar: o antepassado continua sobrevivendo e tendo seu lugar nas gerações futuras.
O objetivo é perpetuar e reforçar a organização familiar e do clã, que poderia se perder com o passar do tempo e das gerações, mantendo viva, na consciência do indivíduo, sua pertença a um grupo histórico mais amplo.
Muito se discutiu sobre o verdadeiro caráter do culto dos antepassados, isto é, seria ele simplesmente um rito civil, com a função de manter a unidade familiar, base da sociedade chinesa, ou teria também um significado religioso, favorecendo uma experiência mística de comunhão com o espírito dos mortos?
Confucio continua vivo
"Nós queremos utilizar os ensinamentos de Confúcio para acelerar os programas de modernização". Assim falou o presidente da "Sociedade Chinesa para a Educação" num encontro nacional em 1984. Dez anos antes, os ativistas da "Revolução Cultural" quiseram arrancar pela raiz toda tradição confucionista, destruíndo até o túmulo do sábio. Depois da morte de Mao Tse-tung ( 9 de setembro de 1976), Confúcio voltou a dominar, em sentido moral, a vida da China. Hoje, até as máximas autoridades políticas lembram Confúcio, apresentam-no como símbolo da identidade chinesa e consideram suas idéias uma ajuda muito válida para a modernização do país.

Chinês em oração
Na Ásia, muitos consideram o confucionismo um fator importante no progresso acelerado dos cinco "tigres" do Extremo Oriente: Japão, Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura. Outros não concordam, pois acham que o confucionismo, com sua doutrina feita de ritualismo e de respeito à tradição, torna-se um obstáculo a todo esforço de renovação e de modernização.
Discussões à parte, o confucionismo retomou sua vitalidade não somente na China e em Taiwan, como também em todo o Extremo Oriente. No Japão, por exemplo, ultimamente, diante da decadência da vida política e dos escândalos que a marcaram, sente-se a necessidade de voltar a Confúcio e aos valores que ele colocou à base de toda autoridade e de todo poder: o governo deve ser fundado não na força bruta, nos vínculos de sangue e no interesse pessoal, mas no exemplo moral que os governantes oferecem. Em sua ação, eles devem dar mais importância não ao progresso econômico, mas à educação do povo à virtude, à estabilidade das famílias, à harmonia entre todas as classes sociais.
Em Cingapura também o confucionismo voltou como doutrina de pública moralidade, sendo ensinado nas escolas e encontrando muito espaço na mídia.

FONTE http://www.pime.org.br/mundoemissao/relgconfucion.htm
POSTADO POR RAFAEL SCHUBERT 6ºA

afro-brasileiros

RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS


CANDOMBLÉ

Candomblé é uma das religiões afro-brasileiras praticada principalmente no Brasil mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina e Venezuela.
A religião foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás, sua cultura, e seus dialetos, entre 1549 e 1888.
Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado por alguns governos, o Candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religiões principais estabelecidas, conseguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos.
Na cidade de Salvador existem 2230 terreiros registrados na federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas participam em rituais do Candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
Crenças: Candomblé pode ser considerada uma religião monoteista, onde a palavra de Deus é traduzida nas várias línguas utilizadas em seus rituais. Os Orixás, Voduns e Inkices não são considerados deuses e nem são comparados à Deus, também é considerado uma forma de espiritualismo por cultuarem outros espiritos, derivados das religiões africanos.
Os Orixás da Mitologia Yorubá, foram criados por um Deus supremo, Olorun(Olorum) dos Yorubá;
Os Voduns da Mitologia Fon ou Mitologia Ewe, foram criados por Mawu o Deus supremo dos Fon;
Os Inkices da Mitilogia Bantu, foram criados por Zambi, Zanbiapongo Deus supremo e criador.


QUIMBANDA

É um culto afro-brasileiro, derivado da Umbanda, que tem como linha principal a devoção aos Exus e Pomba-Giras, consideradas entidades inferiores pelos umbandistas. Adota suas próprias práticas, como o sacrifício rituais de animais e a utilização de voduns.


UMBANDA

Uma aproximação entre o espiritismo, o cristianismo, as religiões indígenas e as religiões afro-brasileiras.
Na umbanda, os orixás do candomblé são cultuadas. Os guias, entidades espirituais, se apresentam na forma de espírito indígena, pretos velhos ou pomba-gira que dão conselhos e passes. Surgida no Rio de Janeiro na década de 1920 é uma mistura de elementos religiosos afro-brasileiros e do espiritismo - um sincretismo religioso.



TAMBOE DE MINA

Mina é a denominação de uma religião afro-brasileira ocorrente principalmente no Maranhão,onde se cultuam voduns (entidades da religião de Mina, tidas como anscestrais da família real do reino de Daomé), Orixás (entidades dos cultos afro-brasileiros de origem Iorubana) e Cablocos (entidades que não são íncluidas nas categorias Vodum e Orixá). 
 Fonte:http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/montecristo/04raca/raca12.htm
 Publicado por:Pedro Henrique

JUDAISMO

 

Judaísmo: a religião monoteísta mais antiga

O judaísmo tem ao todo cerca de 12 a 15 milhões de seguidores. Foto: AP O judaísmo tem ao todo cerca de 12 a 15 milhões de seguidores


O judaísmo é a mais antiga das quatro religiões monoteístas do mundo e a que tem o menor número de fiéis. Ao todo são cerca de 12 a 15 milhões de seguidores. Segundo analistas, se não houvesse o Holocausto - matança em massa de judeus, ocorrida entre as décadas de 30 e 40 no século 20 -, o número de judeus seria de 25 a 35 milhões em todo o mundo. E muitos deles viveriam na Europa. Atualmente, a maioria dos judeus vive em Israel e nos Estados Unidos. Na Europa, a maior comunidade judaica encontra-se na França. O judaísmo não é uma religião missionária, à procura de converter pessoas. Aqueles que se convertem, no entanto, devem observar os preceitos da Torá (a lei judaica), que incluem, entre outras coisas, a circuncisão masculina.
Origens
O começo do judaísmo como uma religião estruturada acontece com a transformação dos judeus em um povo influente através de reis como Saúl, Davi e Salomão, que construiu o primeiro templo em Jerusalém. Mas em cerca de 920 a.C, o reino de Israel se dissolve, e os judeus começam a se dividir em grupos. Essa foi a época chamada de Era dos Profetas. Em cerca de 600 a.C, o templo é destruído e a liderança israelita assassinada.
Vários judeus foram enviados para a Babilônia. Apesar de alguns serem autorizados a retornar a casa, muitos permaneceram no exílio formando aí a primeira Diáspora, que significa ¿viver afastado de Israel".
Os pilares da fé
Segundo os judeus, existe somente um Deus, todo-poderoso que criou o universo e tudo o que nele há. Os judeus acreditam que Deus tenha uma relação especial com o seu povo, consolidada no pacto que fez com Moisés no Monte Sinai, 3,5 mil anos atrás.
O local de culto dos judeus é a sinagoga. O líder religioso de uma comunidade judaica é chamado de rabino. Ao contrário de líderes de outros credos religiosos, o rabino não é um sacerdote e não goza de status religioso especial.
O dia da semana sagrado para os judeus é o sábado, ou sabat, que começa com o pôr do sol na sexta-feira e termina com o pôr do sol no sábado. Durante esse dia, judeus ortodoxos tradicionais não fazem nada que possa ser considerado trabalho. Entre as atividades proibidas estão dirigir e cozinhar.
Fundamentos da Fé Judaica
Analistas definem a essência de ser judeu como participar de uma comunidade judaica e viver de acordo com as tradições e leis judaicas. O judaísmo é um modo de vida fortemente associado a um sistema de fé e convicções religiosas.
O judaísmo surgiu em Israel há cerca de 4 mil anos. Tanto o cristianismo como o islamismo - até certo ponto - derivam do judaísmo. O judaísmo não estabelece doutrinas ou credos, mas é uma religião que segue a torá, interpretado como a orientação de Deus através das escrituras.
Os judeus vivem sob um pacto com Deus, segundo eles, não para benefício próprio, mas para o benefício de todo o mundo. O grande estudioso do judaísmo Hillel (que viveu entre 70 a.C e 10d.C) resumiu assim o significado da religião: "Não faça a seu próximo aquilo que não gostaria que fosse feito a você. Esse é o centro da lei judaica, o resto são meras observações".
Judeus e fé
Os judeus acreditam que os seres humanos foram feitos à semelhança de Deus. Obedecer a "lei" é fazer a vontade de Deus e demonstrar respeito e amor por Deus. É por isso que judeus religiosos seguem certas práticas espirituais sem precisar de razões extra-religiosas para obedecer as regras.
Um exemplo para isso seria a obediência às leis gastronômicas do costume judaico. Todos os judeus têm uma forte ligação com Israel, que seria a terra prometida por Deus a Abraão, e à cidade considerada sagrada de Jerusalém.
Livros sagrados
A Torá, ou a Bíblia hebraica que é chamada pelos cristãos de Velho Testamento, reúne especialmente os cinco primeiros livros da Bíblia cuja autoria é atribuída a Moisés, o chamado Pentateuco. Pelo menos uma cópia da Torá, em hebraico, é guardada em cada sinagoga em forma de pergaminho. O Talmud, um compêndio da lei e comentários sobre a Torá aplicando a situações contemporâneas e circunstâncias variadas.
O símbolo do judaísmo é o magen chamado de estrela de Davi. Muitas pessoas se consideram judias sem tomar parte em nenhuma das práticas religiosas ou até mesmo sem aceitar os fundamentos do judaísmo, mas somente pelo fato de se identificarem com o povo judeu e por seguirem os costumes gerais de um estilo de vida judaico.
Festivais
No judaísmo, o chanuká, o festival das luzes, é comemorado com a preparação de tradicionais bolos de batata e muitas velas acesas. O chanuká é interpretado hoje em dia como um símbolo da sobrevivência do povo judeu. Panquecas de batatas, Latkes, um dos pratos preferidos para o Chanuká.
Em países cristãos onde o Natal é a festa mais importante no fim de ano, o chanuká tornou-se uma espécie de equivalente judaico. É comum presentear as crianças nessa época.
Deus e o Messias
Os judeus acreditam na existência de somente um Deus que criou o universo e continua responsável pela sua manutenção. Segundo o judaísmo, Deus sempre existiu e sempre vai existir. Ele não pode ser visto ou tocado.
Entretanto, Deus pode ser conhecido através do louvor e se pode chegar mais perto de Deus através de estudos e a prática da fé. Deus separou os judeus como povo escolhido para servirem de exemplo para o resto da humanidade.
Deus deu a torá aos judeus como uma guia para obediência e uma vida santa que Ele quer que os judeus tenham. Os judeus acreditam que "o Messias", que é uma pessoa especialmente ungida por Deus, (o que significa particularmente enviada) um dia virá ao mundo. A chegada do Messias vai trazer consigo uma era de paz.
Definição de Deus
Para o judaísmo, Deus existe e é somente um. Ele não pode ser dividido em diferentes pessoas, como se crê no cristianismo. Entre os outros princípios dos judeus em relação a Deus, estão:

  • Judeus devem adorar somente um Deus e não outros deuses.
  • Deus é transcendental, está acima de qualquer coisa.
  • Deus não tem um corpo, ou seja não é masculino, nem feminino.
  • Ele criou o universo sem ajuda.
  • Deus é onipresente e onipotente.
  • Deus é atemporal. Sempre existiu e sempre vai existir.
  • Deus é justo, mas também é misericordioso.
  • Ele é um Deus pessoal e acessível. Deus se interessa por cada um individualmente, ouve a todos individualmente e fala com as pessoas das mais diferentes e surpreendentes formas. Família
    O judaísmo é uma religião da família. Os judeus se consideram parte de uma comunidade global com laços estreitos com outros judeus. Grande parte da fé judaica é baseada nos ensinamentos recebidos no lar e nas atividades em família.
    A cerimônia de circuncisão, por exemplo, acontece no oitavo dia de vida de um bebê do sexo masculino, seguindo assim as instruções que Deus deu a Abraão, 4 mil anos atrás. Um outro exemplo é a refeição do sabat celebrada em família.
    Os vários tipos de judaísmo
    Os judeus estão divididos de acordo com suas práticas religiosas e origens étnicas. Há dois grupos de judeus, um originário da Europa Central, conhecido como Askenazi, e outro com raízes na Espanha e no Oriente Médio chamados de sefarditas.
    As principais divisões baseadas na fé e na prática religiosas são: Judeus ortodoxos, "ultra-ortodoxos" e conservadores.
    Judeus ortodoxos acreditam que a torá e o talmud foram revelados por Deus diretamente ao povo israelita. Por isso, eles consideram estas escrituras a palavra de Deus e a autoridade máxima para estabelecer as diretrizes e tradições do judaísmo. Os judeus ortodoxos formam o maior grupo na maioria dos países com exceção dos Estados Unidos.
    Já os judeus ultra-ortodoxos obedecem estritamente as leis religiosas. Eles vivem em comunidades separadas e seguem seus próprios costumes. De uma certa forma, eles vivem isolados do mundo que os cerca. Os ultra-ortodoxos, um dos grupos que mais crescem entre os judeus, preferem o nome ¿haredi¿, em vez de ultra-ortodoxos.
    Os judeus conservadores se localizam em uma espécie de meio termo entre os ortodoxos e judeus renovados ou reformados. Os conservadores também são conhecidos como masorti.
    Judeus renovados e judaísmo humanístico
    Os judeus renovados ou reformados adaptaram sua fé e costumes à vida moderna e incorporaram as descobertas que estudiosos contemporâneos fizeram sobre os primeiros judeus. O movimento da reforma começou no início do século 19, na Alemanha.
    Esse grupo não considera a torá e o talmud como a palavra real de Deus, mas como escrituras de seres humanos inspirados por Deus.
    Judeus reformados
    Esse grupo crê que os textos da torá e do talmud podem ser reinterpretados para adaptar-se a tempos e espaços diferentes. Com base nesta leitura, homens e mulheres podem sentar juntos em uma sinagoga reformada, ao contrário de uma sinagoga ortodoxa, onde seriam segregados.
    Mas há muitos elementos do judaísmo que são conservados como imutáveis pelos judeus reformados, ainda que eles não observem outros preceitos básicos em outras áreas da religião. Uma característica fundamental do judaísmo reformado é a justiça social, o que tem levado muitos judeus reformados a liderar movimentos ativistas políticos.
    Os judeus reformados formam o maior grupo de fiéis do judaísmo nos Estados Unidos, onde também existe um movimento para resgatar as práticas tradicionais da adoração a Deus. O judaísmo reformado também é forte na Grã-Bretanha, onde existe uma versão mais tradicional que a praticada nos Estados Unidos. O equivalente britânico mais próximo do judaísmo reformado é o movimento liberal.
    A corrente reconstrucionista e judaísmo humanístico são movimentos modernos americanos que não aceitam os elementos sobrenaturais encontrados em outros tipos de judaísmo.

  • POLITEISMO

    O que é o Politeísmo?"

    Resposta:
    Politeísmo é a crença na pluralidade de deuses. Ao se examinar a palavra, aprendemos que "poli" vem da palavra grega para "muitos" e "teísmo" da palavra grega para "deuses". Politeísmo provavelmente tem sido a característica dominante de muitas religiões na história humana. O exemplo mais comum do Politeísmo da antiguidade é a mitologia grega/romana (Zeus, Apolo, Afrodite, Poseidon, etc). O exemplo moderno mais claro do Politeísmo é o Hinduísmo, o qual tem mais de 300 milhões de deuses. Apesar do Hinduísmo ser, em essência, panteísta, ele ainda possui crenças em muitos deuses. É interessante notar que até mesmo em religiões politeístas, existe um deus que é supremo sobre outros deuses, ex: Zeus na mitologia romana/grega e Brama no Hinduísmo.

    Alguns argumentam que a Bíblia ensine o Politeísmo no Antigo Testamento. É verdade que muitas passagens se referem a "deuses" no plural (Êxodo 20:3; Deuteronômio 10:17; 13:2; Salmos 82:6; Daniel 2:47). A antiga Israel entendia completamente que havia apenas um Deus verdadeiro, mas frequentemente não vivia como se realmente acreditasse nisso, por isso continuava a cair em idolatria e no louvor de outros deuses. Então, como devemos encarar essas passagens e outras que falam de múltiplos deuses? É importante notar que a palavra hebraica elohim era usada para se referir ao Deus verdadeiro e aos deuses/ídolos falsos. Funcionava quase identicamente à palavra "Deus". Quando a palavra Elohim era usada para descrever Jeová, estava retratando a Sua natureza trina – três Deuses em um.

    Descrever algo como um "deus" não significa que você acredite que esse seja um ser divino. A grande maioria das Escrituras do Antigo Testamento que fala de "deuses" está falando de deuses falsos, aqueles que clamam ser deuses mas na verdade não o são. 2 Reis 19:18 resume muito bem: "E lançaram os seus deuses no fogo; porquanto não eram deuses, mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram". Note também Salmos 82:6-7: "Eu disse: vocês são deuses, todos vocês são filhos do Altíssimo. Mas vocês morrerão como simples homens; cairão como qualquer outro governante."

    O que a Bíblia ensina claramente vai de encontro ao que o Politeísmo ensina. Deuteronômio 6:4 nos diz: "Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR." Salmos 96:5 declara: "Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o SENHOR fez os céus." Tiago 2:19 diz: "Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem." Acreditar no único Deus verdadeiro exige que vivamos de uma forma que demonstre essa crença.

    O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África e, por isso, a cultura desse continente exerce grande influência, principalmente na região nordeste do Brasil. Hoje, a cultura afro-brasileira é resultado também das influências dos portugueses e indígenas, que se manifestam na música, religião e culinária.
    Devido à quantidade de escravos recebidos e também pela migração interna destes, os estados de Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados.
    No início do século XIX, as manifestações, rituais e costumes africanos eram proibidos, pois não faziam parte do universo cultural europeu e não representavam sua prosperidade. Eram vistas como retrato de uma cultura atrasada. Mas, a partir do século XX, começaram a ser aceitos e celebrados como expressões artísticas genuinamente nacionais e hoje fazem parte do calendário nacional com muitas influências no dia a dia de todos os brasileiros.
    Em 2003, a lei nº 10.639 passou a exigir que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluíssem no currículo o ensino da história e cultura afro-brasileira. Para ajudar na criação das aulas e na abordagem pelos professores, o Sinpro-SP preparou um site com várias dicas e material para estudo.
    Música
    A principal influência da música africana no Brasil é, sem dúvidas, o samba. O estilo hoje é o cartão-postal musical do país e está envolvido na maioria das ações culturais da atualidade. Gerou também diversos sub-gêneros e dita o ritmo da maior festa popular brasileira, o Carnaval.
    Mas os tambores de África trouxeram também outros cantos e danças. Além do samba, a influência negra na cultura musical brasileira vai do Maracatu à Congada, Cavalhada e Moçambique. Sons e ritmos que percorrem e conquistam o Brasil de ponta a ponta.
    Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) O samba é a principal influência da cultura africana e cartão-postal musical do Brasil Ampliar
    • O samba é a principal influência da cultura africana e cartão-postal musical do Brasil
    Capoeira
    Inicialmente desenvolvida para ser uma defesa, a capoeira era ensinada aos negros cativos por escravos que eram capturados e voltavam aos engenhos. Os movimentos de luta foram adaptados às cantorias africanas e ficaram mais parecidos com uma dança, permitindo assim que treinassem nos engenhos sem levantar suspeitas dos capatazes.
    Durante décadas, a capoeira foi proibida no Brasil. A liberação da prática aconteceu apenas na década de 1930, quando uma variação (mais para o esporte do que manifestação cultural) foi apresentada ao então presidente Getúlio Vargas, em 1953, pelo Mestre Bimba. O presidente adorou e a chamou de “único esporte verdadeiramente nacional”.
    Religião
    A África é o continente com mais religiões diferentes de todo o mundo. Ainda hoje são descobertos novos cultos e rituais sendo praticados pelas tribos mais afastadas. Na época da escravidão, os negros trazidos da África eram batizados e obrigados a seguir o Catolicismo. Porém, a conversão não tinha efeito prático e as religiões de origem africana continuaram a ser praticadas secretamente em espaços afastados nas florestas e quilombos.
    Na África, o culto tinha um caráter familiar e era exclusivo de uma linhagem, clã ou grupo de sacerdotes. Com a vinda ao Brasil e a separação das famílias, nações e etnias, essa estrutura se fragmentou. Mas os negros criaram uma unidade e partilharam cultos e conhecimentos diferentes em relação aos segredos rituais de sua religião e cultura.
    As religiões afro-brasileiras constituem um fenômeno relativamente recente na história religiosa do Brasil. O Candomblé, a mais tradicional e africana dessas religiões, se originou no Nordeste. Nasceu na Bahia e tem sido sinônimo de tradições religiosas afro-brasileiras em geral. Com raízes africanas, a Umbanda também se popularizou entre os brasileiros. Agrupando práticas de vários credos, entre eles o catolicismo, a Umbanda originou-se no Rio de Janeiro, no início do século 20.
    Culinária
    Outra grande contribuição da cultura africana se mostra à mesa. Pratos como o vatapá, acarajé, caruru, mungunzá, sarapatel, baba de moça, cocada, bala de coco e muitos outros exemplos são iguarias da cozinha brasileira e admirados em todo o mundo.
    Mas nenhuma receita se iguala em popularidade à feijoada. Originada das senzalas, era feita das sobras de carnes que os senhores de engenhos não comiam. Enquanto as partes mais nobres iam para a mesa dos seus donos, aos escravos restavam as orelhas, pés e outras partes dos porcos, que misturadas com feijão preto e cozidas em um grande caldeirão, deram origem a um dos pratos mais saborosos e degustados da culinária nacional.
    Budismo (páli/sânscrito: बौद्ध धर्म Buddha Dharma) é uma religião[1] e filosofia[1][2] não-teísta[1], abrangendo uma variedade de tradições, crenças e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda (páli/sânscrito: "O Iluminado"). Buda viveu e desenvolveu seus ensinamentos no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos VI e IV a. C.[3].
    Ele é reconhecido pelos adeptos como um mestre iluminado que compartilhou suas ideias para ajudar os seres sencientes a alcançar o fim do sofrimento (ou Dukkha), alcançando o Nirvana (páli: Nibbana) e escapando do que é visto como um ciclo de sofrimento do renascimento.[4]
    O budismo pode ser dividido em dois grandes ramos: Theravada ("Doutrina dos Anciões") e Mahayana ("O Grande Veículo"). A tradição Theravada, que descende da escola Vibhajyavada do tronco Sthaviravada, é o mais antigo ramo do budismo. É bastante difundido nas regiões do Sri Lanka e sudeste da Ásia, já a segunda, Mahayana, é encontrada em toda a Ásia Oriental e inclui, dentro de si, as tradições e escolas Terra Pura, Zen, Budismo de Nitiren, Budismo Tibetano, Tendai e Shingon. Em algumas classificações, a Vajrayana aparece como subcategoria de Mahayana, entretanto é reconhecida como um terceiro ramo.
    Mesmo o budismo sendo uma prática muito popular na Ásia, os dois ramos são encontrados em todo o mundo. Várias fontes colocam o número de budistas no mundo entre 230 milhões e 500 milhões, tornando-o a quinta maior religião do mundo[5][6].
    As escolas budistas variam sobre a natureza exata do caminho da libertação, a importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente, suas práticas[7][8]. Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Joias: O Buda (como seu mestre), o Dharma (os ensinamentos) e a Sangha (a comunidade budista)[9]. Encontrar refúgio espiritual nas Três Joias ou Três Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista.[10] Outras práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar um monge (sânsc.; pāli: Bhikkhu) ou monja (sânsc.; pāli: Bhikkhuni).

    eduardo davi 6º

    A Fé Bahá’í é uma religião monoteísta fundada por Bahá'u'lláh, um nobre persa que viveu no século XIX. Os seus ensinamentos enfatizam a unidade da humanidade, e consideram que os fundadores das grandes religiões mundiais são Mensageiros Divinos, que trouxeram ensinamentos adequados às necessidades e maturidade de diversos povos, em diferentes momentos da sua história. Entre estes Mensageiros - designados como "Manifestantes de Deus" - encontram-se Krishna, Buda, Abraão, Moisés, Zoroastro, Cristo, Maomé, e mais recentemente o Báb e Bahá'u'lláh.

    Os seguidores da religião Bahá’í são conhecidos como "Bahá’ís". Esta palavra deriva do árabe "Bahá", que significa "glória" ou "esplendor".


    DEUS

    As Escrituras Bahá'ís mencionam diversos atributos de Deus: Único, Inacessível, Omnisciente, Omnipotente, Imperecível, Todo-Geneoso, etc. Deus e a criação são considerados eternos, sem princípio nem fim. Apesar de ser inacessível, Deus tem consciência da Sua criação, transmitindo-lhe a Sua vontade e propósito através dos Seus Manifestantes.

    Os ensinamentos Bahá'ís declaram que Deus é demasiado grande para que os seres humanos O possam compreender, ou obter dele uma mensagem correcta e completa. Desta forma, considera-se que a única forma para conhecer Deus é através dos Seus Mensageiros.

    A RELIGIÃO

    O conceito Bahá’í de Revelação Progressiva baseia-se na aceitação da validade da maioria das grandes religiões mundiais, cujos fundadores são considerados Mensageiros de Deus. Ao longo da história da humanidade, têm surgido diversos Manifestantes de Deus, que fundaram religiões com leis e ensinamentos adequados à maturidade e necessidades de diferentes povos. Nessas religiões encontramos princípios e valores que são comuns (exemplo: o amor ao próximo, o respeito pelos pais) e que nunca são alterados; também encontramos ensinamentos de carácter social específicos (exemplo: restrições alimentares ou o divórcio) que podem não existir noutras religiões ou vir a ser revogados por outro Manifestante de Deus.

    Os Bahá'ís consideram que o processo de revelação progressiva não terá fim, considerando que Bahá'u'lláh não é o último dos Manifestantes, mas apenas o mais recente.

    Por vezes, a religião Bahá'í é erradamente considerada como um sincretismo (uma mistura de diversas crenças religiosas). Na verdade, a Fé Bahá'í possui as suas próprias escrituras, ensinamentos, leis, administração e história. Os seus ensinamentos não são derivados de nenhuma outra instituição religiosa, social ou filosófica, mas foram revelados por Bahá'u'lláh.

    O SER HUMANO

    As Escrituras Baha’is consideram que o ser humano possui uma alma racional, e que isso lhe confere a capacidade única de reconhecer o seu Criador e compreender a relação da humanidade com Deus. Considera-se que todos os seres humanos têm o Dever de reconhecer Deus através dos Seus Manifestantes, e obedecer aos seus ensinamentos. Através do reconhecimento e obediência aos Manifestantes de Deus, serviço à humanidade e oração regular, o indivíduo consegue desenvolver as suas potencialidades espirituais.

    Quando uma pessoa morre, a alma entra num novo mundo onde o desenvolvimento espiritual conseguido durante a existência no mundo material se torna a base dessa nova etapa da sua existência.

    UNIDADE DA HUMANIDADE

    O ensinamento principal de Bahá'u'lláh pode resumir-se na frase "A terra é um só país e a humanidade os seus cidadãos". Na verdade, chegou o momento de unificação da grande família humana e construção de uma sociedade global. Segundo Bahá'u'lláh, preconceitos raciais, sociais, religiosos e nacionalistas devem ser postos de lado de forma a conseguirmos transformar-nos numa civilização global.

    Uma das tarefas da Comunidade Bahá’í é demonstrar que a unidade da humanidade não é uma utopia mas um objectivo viável. Apesar de contar apenas com seis milhões de crentes em todo o mundo, os seus membros provêem de praticamente todas as nações, grupos étnicos e culturas da Terra; a unidade existente entre os Bahá’ís são uma demonstração do efeito prático dos ensinamentos de Bahá’u’lláh.

    Este processo de unificação da família humana pode ser comparado a uma processo de amadurecimento global de toda a humanidade. Após uma infância e adolescência agitada, aproximamo-nos da idade adulta.


    OUTROS PRINCÍPIOS BÁSICOS

    Bahá'u'lláh ensinou que existe apenas um único Deus, e que Ele tem enviado sucessivos Profetas (os fundadores das grandes religiões mundiais) com ensinamentos adequados à necessidade, capacidade e maturidade dos povos de cada época. A influência destes Mensageiros Divinos tem sido uma força civilizadora ao longo da história da humanidade.

    Nos ensinamentos de Bahá'u'lláh existem outros princípios que merecem destaque:
    • O abandono de todas as formas de preconceito;
    • A igualdade de oportunidade entre homens e mulheres;
    • O reconhecimento da unidade e relatividade da verdade religiosa;
    • A eliminação dos extremos de pobreza e de riqueza;
    • A obrigatoriedade de educação para todas as crianças;
    • A livre e independente pesquisa da verdade;
    • O estabelecimento de uma comunidade mundial de nações;
    • A harmonia entre ciência e religião;
    • A adopção de uma língua auxiliar internacional.

    O que é ser Bahá’í?

    À pergunta “O que é ser Bahá’í?” cada crente tem a sua resposta; cada um de nós pode expressar à sua maneira o que é o seu ideal de vida Bahá’í. A resposta mais correcta talvez se encontre no seguinte excerto das escrituras de Bahá'u'lláh:
    Sê generoso na prosperidade e grato no infortúnio.
    Sê digno da confiança de teu próximo e dirige-lhe um olhar afectuoso e acolhedor.
    Sê um tesouro para o pobre, uma advertência para o rico, uma resposta ao pranto do necessitado, e preserva a santidade das tuas promessa.
    Sê recto no teu julgamento e comedido nas tuas palavras. Com ninguém sejas injusto e a todos mostrai brandura.
    Sê como uma lâmpada para os que caminham nas trevas, um consolo para o triste, um mar para o sedento, um refúgio para o abatido, um sustentáculo e defensor da vítima da opressão. Que a integridade e a rectidão marquem todos os teus actos.
    Sê um lar para o forasteiro, um bálsamo para o sofredor, fortaleza para o fugitivo.
    Sê os olhos para os cegos e farol para os pés dos que se perdem.
    Sê um adorno na face da verdade; uma coroa na fronte da fidelidade; um pilar no templo da rectidão; um sopro de vida no corpo da humanidade; um estandarte das hostes da justiça; uma estrela sobre o horizonte da virtude; uma gota de orvalho no solo do coração humano; uma arca no oceano do conhecimento; um sol no céu da generosidade; uma jóia no diadema da sabedoria; uma luz radiante no firmamento de tua geração; um fruto na árvore da humanidade.
    A Fé Bahá’í é uma religião monoteísta fundada por Bahá'u'lláh, um nobre persa que viveu no século XIX. Os seus ensinamentos enfatizam a unidade da humanidade, e consideram que os fundadores das grandes religiões mundiais são Mensageiros Divinos, que trouxeram ensinamentos adequados às necessidades e maturidade de diversos povos, em diferentes momentos da sua história. Entre estes Mensageiros - designados como "Manifestantes de Deus" - encontram-se Krishna, Buda, Abraão, Moisés, Zoroastro, Cristo, Maomé, e mais recentemente o Báb e Bahá'u'lláh.

    Os seguidores da religião Bahá’í são conhecidos como "Bahá’ís". Esta palavra deriva do árabe "Bahá", que significa "glória" ou "esplendor".

    FONTE:povodebaha.com
    POSTADO:por Rafaela Cristina 6 B

    O QUE RELIGIÃO


    RELIGIÃO

    EM BUSCA DA TRANSCENDÊNCIA

    O QUE É RELIGIÃO? QUAL A DIFERENÇA DE SEITA?

    MITOLOGIA É RELIGIÃO? O QUE É HERESIA?

    RELIGIÃO deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.
    Sendo assim o hábito, geralmente por parte de grupos religiosos de taxarem tal ou qual grupo religioso rival de seita, não têm apoio na definição do termo. SEITA, derivado da palavra latina "Secta", nada mais é do que um segmento minoritário que se diferencia das crenças majoritárias, mas como tal também é religião.
    HERESIA é outro termo mal compreendido. Significa simplesmente um conteúdo que vai contra a estrutura teórica de uma religião dominante. Sendo assim o Cristianismo foi uma Heresia Judáica assim como o Protestantismo uma Heresia Católica, ou o Budismo uma Heresia Hinduísta.
    A MITOLOGIA é uma coleção de contos e lendas com uma concepção mística em comum, sendo parte integrante da maioria das religiões, mas suas formas variam grandemente dependendo da estrutura fundamental da crença religiosa. Não há religião sem mitos, mas podem existir mitos que não participem de uma religião.
    MÍSTICA pode ser entendida como qualquer coisa que diga respeito a um plano sobre material. Um "Mistério".
    PRESENÇA DA RELIGIÃO EM TODA A CULTURA HUMANA
    Não há registro em qualquer estudo por parte da História, Antropologia, Sociologia ou qualquer outra "ciência" social, de um grupamento humano em qualquer época que não tenha professado algum tipo de crença religiosa. As religiões são então um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas.
    Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis, tiveram legitimação religiosa, estruturas sociais foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento científico, "filosófico" e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.
    Hoje em dia, apesar de todo o avanço científico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce, desafiando previsões que anteveram seu fim. A grande maioria da humanidade professa alguma crença religiosa direta ou indiretamente e a Religião continua a promover diversos movimentos humanos, e mantendo estatutos políticos e sociais.
    Tal como a Ciência, a Arte e a Filosofia, a Religião é parte integrante e inseparável da cultura humana, é muito provavelmente sempre continuará sendo.
    TIPOS DE RELIGIÕES
    Há várias formas de religião, e são muitos os modos que vários estudiosos utilizam para classificá-las. Porém há características comuns às religiões que aparecem com maior ou menor destaque em praticamente todas as divisões.
    A primeira destas características e cronológica, pois as formas religiosas predominantes evoluem através dos tempos nos sucessivos estágios culturais de qualquer sociedade.
    Outro modo é classificá-las de acordo com sua solidez de princípios e sua profundidade filosófica, o que irá separá-las em religiões com e sem Livros Sagrados.
    Pessoalmente como um estudioso do assunto, prefiro uma classificação que leva em conta essas duas características, e divide as religiões nos seguintes 4 grandes grupos distintos.
    PANTEÍSTAS
    POLITEÍSTAS
    MONOTEÍSTAS
    ATEÍSTAS
    Nessa divisão há uma ordem cronológica. As Religiões PANTEÍSTAS são as mais antigas, dominando em sociedades menores e mais "primitivas". Tanto nos primórdios da civilização mesopotâmica, européia e asiática, quanto nas culturas das Américas, África e Oceania.
    As Religiões POLITEÍSTAS por vezes se confundem com as Panteístas, mas surgem num estágio posterior do desenvolvimento de uma cultura. Quanto mais a sociedade se torna complexa, mais o Panteísmo vai se tornando Politeísmo.
    Já as MONOTEÍSTAS são mais recentes, e atualmente as mais disseminadas, o Monoteísmo quantitativamente ainda domina mais de metade da humanidade.
    E embora possa parecer estranho, existem religiões ATEÍSTAS, que negam a existência de um ser supremo central, embora possam admitir a existência de entidades espirituais diversas. Essas religiões geralmente surgem como um reação a um sistema religioso Monoteísta ou pelo menos Politeísta, e em muitos aspectos se confunde com o Panteísmo embora possua características exclusivas.
    Essa divisão também traça uma hierarquia de rebuscamento filosófico nas religiões. As Panteístas por serem as mais antigas, não têm Livros Sagrados ou qualquer estabelecimento mais sólido do que a tradição oral, embora na atualidade o renascimento panteísta esteja mudando isso. Já as politeístas muitas vezes possuem registros de suas lendas e mitos em versão escrita, mas Nenhuma possui uma REVELAÇÃO propriamente dita. Isto é um privilégio do Monoteísmo. TODAS as grandes religiões monoteístas possuem sua Revelação Divina em forma de Livro Sagrado. As Ateístas também possuem seus livros guias, mas por não acreditarem num Deus pessoal, não tem o peso dogmático de uma revelação divina, sendo vistas em geral como tratados filosóficos.
    Vejamos alguns quadros comparativos.



    ÉPOCAS DE SURGIMENTO E PREDOMÍNIO.
    PANTEÍSMO: As mais antigas, remontando a pré-história onde tinham predominância absoluta, e também presentes em muitos dos povos silvícolas das Américas, África e Oceania.
    POLITEÍSMO: Surgem num estágio posterior de desenvolvimento social, tendo sido predominantes na Idade Antiga em todo o velho mundo, e mesmo nas civilizações mais avançadas das Américas pré-colombianas.
    MONOTEÍSMO: Mais recentes, surgindo a partir do último milênio aC e predominando da Idade Média até a atualidade.
    ATEÍSMO: Surgem a partir do século V aC, tendo vingado somente no Oriente e no Ocidente ressurgindo somente após a renascença numa forma mais filosófica que religiosa.
    Neo PANTEÍSMO: Embora possuam representantes em todos os períodos históricos, popularizam-se ou surgem a partir do século XVIII.




    BASE LITERÁRIA
    PANTEÍSMO: Próprias de culturas ágrafas, não possuem em geral qualquer forma de base escrita, sendo transmitidas por tradição oral.
    POLITEÍSMO: Nas sociedades letradas possuem frequentemente registros literários sobre seus mitos, e mesmo nas ágrafas possuem tradições icônicas mais elaboradas.
    MONOTEÍSMO: Possuem Livros Sagrados definidos e que padronizam as formas de crença, servindo como referência obrigatória e trazendo códigos de leis. São tidos como detentores de verdades absolutas.
    ATEÍSMO: Possuem textos básicos de conteúdo predominantemente filosófico, não possuindo entretanto força dogmática arbitrária ainda que sendo também revelados por sábios ou seres iluminados.
    Neo PANTEÍSMO: Seus textos são em geral filosóficos, embora possuam mais força doutrinária, não incorrendo porém em dogmas arbitrários.




    MITOLOGIA
    PANTEÍSMO: Deus é o próprio mundo, tudo está interligado num equilíbrio ecossistêmico e místico. Crê-se em espíritos e geralmente em reencarnação, é comum também o culto aos antepassados. Procura-se manter a harmonia com a natureza, e o mundo comummente é tido como eterno.
    POLITEÍSMO: Diversos deuses criaram, regem e destroem o mundo. Se relacionam de forma tensa com os seres humanos, não raro hostil. As lendas dos deuses se assemelham a dramas humanos, havendo contos dos mais diversos tipos.
    MONOTEÍSMO: Um Ser transcendente criou o mundo e o ser humano, há uma relação paternal entre criador e criaturas. Na maioria dos casos um semi-deus se rebela contra o criador trazendo males sobre todos os seres. Messias são enviados para conduzir os povos, profetiza-se um evento renovador violento no final dos tempos, onde a ordem será restaurada pela divindade.
    ATEÍSMO: O Universo é uma emanação de um princípio primordial "vazio", um Não-Ser. Crê-se na possibilidade de evolução espiritual através de um trabalho íntimo, crê-se em diversos seres conscientes dos mais variados níveis, e geralmente em reencarnação.
    Neo PANTEÍSMO: Acredita-se em geral no Monismo, um substância única que permeia todo o Universo num Ser único. São em geral reencarnacionistas e evolutivas. A desatribuição de qualidades do Ser supremo por vezes as confunde com o Ateísmo.




    SÍMBOLOS
    PANTEÍSMO: Utilizam no máximo totens e alguns outros fetiches, é comum o uso de vegetais, ossos, ou animais vivos ou mortos.
    POLITEÍSMO: Surgem os ídolos zoo ou antropomórficos na forma de pinturas e esculturas em larga escala. A simbologia icônica se torna complexa em alguns casos resultando em formas de escrita ideográfica.
    MONOTEÍSMO: O Deus supremo geralmente não possui representação visual, mas os secundários sim. Utilizam símbolos mais abstratos e de significados complexos.
    ATEÍSMO: O Não-Ser supremo não pode ser representado, mas há muitas retratações dos seres iluminados. Há vários símbolos representativos da natureza e metafísica do Universo.
    Neo PANTEÍSMO: Diversos símbolos e mitos de diversas outras religiões são resgatados e reinterpretados, também não há representação específica do Ser Supremo mas pode haver de outros seres elevados.




    RITUAIS
    PANTEÍSMO: Geralmente ligados a natureza e ocorrendo em contato com esta. É comum o uso de infusões de ervas, danças, oráculos e cerimônias ao ar livre.
    POLITEÍSMO: Passam a surgir os templos, embora em geral não abandonem totalmente os rituais ao ar livre. Em muitos casos ocorrem os sacrifícios humanos, oráculos e as feitiçarias de controle ambiental.
    MONOTEÍSMO: Geralmente restritas ao templos, as hierarquias ritualistas são mais rígidas, não há oráculos pessoais mas sim profecias generalizadas com base no livro sagrado. Não há rituais de controle ambiental.
    ATEÍSMO: Embora ainda comuns nos templos são também frequentes fora destes. Desenvolvem-se técnicas de concentração, meditação e purificação mais específicas, baseadas antes de tudo no controle dos impulsos e emoções.
    Neo PANTEÍSMO: Em geral baseados no uso de "energias" da natureza. Não mais têm influência nos processos civis, sendo restritos a curas, proteção contra ameaças físicas e extrafísicas.




    EXEMPLOS
    PANTEÍSMO: Religiões silvícolas, xamanismo, religiões célticas, druidismo, amazônicas, indígenas norte americanas, africanas e etc.
    POLITEÍSMO: Religião Grega, Egípcia, Xintoísmo, Mitologia Nórdica, Religião Azteca, Maia etc.
    MONOTEÍSMO: Bhramanismo, Zoroastrismo, Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Sikhismo.
    ATEÍSMO: Orientais: Taoísmo, Confucionismo, Budismo, Jainismo.
    Ocidentais: Filosofias NeoPlantônicas, Ateísmo Filosófico (Não Religioso)
    Neo PANTEÍSMO: Espiritsmo Kardecista*, Racionalismo Cristão, Neo-Gnosticismo, Teosofia, Wicca, "Esotéricas", etc.

    *Apesar do Kardecismo não se considerar Panteísta e sim antes Monoteísta.
    PANTEÍSMO
    As religiões primitivas são PANTEÍSTAS, acredita-se num grande "Deus-Natureza". Todos os elementos naturais são divinizados, se atribuí "inteligências" espirituais ao vento, a água, fogo, populações animais e etc.
    Há uma clara noção de equilíbrio ecossistêmico, onde é comum ritos de agradecimento pelas dádivas naturais e pedidos às divindades da natureza, em alguns casos requisitando autorização mesmo para o consumo da caça que embora tenha sido obtida pelo esforço humano, seria na verdade permitida, se não ofertada, pelos entes espirituais.
    A relação de dependência do ser humano com o ecossistema é clara, assim como a de parentesco e de submissão. As entidades elementais da natureza estão presentes em toda a parte, conferindo a onisciência do espírito divino. Embora haja a tendência da predominância de um presença mística feminina, a "mãe-terra", o elemento masculino também é notável a partir do momento que os seres humanos passam a compreender o papel do macho na reprodução. Ocorre então a presença de dois elementos divinos básicos, o Feminino e Masculino universal.
    É um domínio de pensamento transcendente, mais compatível com a subjetividade e a síntese, não sendo então casual que este seja o tipo religioso onde as mulheres mais tenham influência. A presença de sacerdotisas, bruxas e feiticeiras é em muitos casos, muito mais significativa que a de seus equivalentes masculinos.
    Todas essas religiões são ágrafas, sem escrita, com exceção é claro dos NeoPanteísmos contemporâneos. Portanto são as mais envoltas em obscuridade e mistérios, não tendo deixado nenhum registro além da tradição oral e de vestígios arqueológicos.

    POLITEÍSMO

    Com o tempo e o desenvolvimento as necessidades humanas passam a se tornar mais complexas. A sobrevivência assume contornos mais específicos, o crescimento populacional hipertrofiado graças a tecnologia que garante maior sucesso na preservação da prole e da longevidade, gera um série de atividades competitivas e estruturalistas nas sociedades, que se tornam cada vez mais estratificadas.
    Nesse meio tempo a influência racional em franca ascensão tenta decifrar as transcendentes essências espirituais da natureza. Surge então o POLITEÍSMO, onde os elementos divinos são então personificados com qualidades cada vez mais humanas. O que era antes apenas a Água, um ser de essência espiritual metafísica e sagrada, agora passa a ser representada por uma entidade antropomórfica ou zoomórfica relacionada a água.
    No princípio as características dessas divindades não são muito afetadas, mas com o tempo, a imaginação humana ou a tentativa de se adequar as religiões às estruturas sociais, elas ficam cada vez mais parecidas com os seres humanos comuns, surgindo então entre os deuses relacionamentos similares aos humanos inclusive com conflitos, ciúmes, traições, romances e etc. E cada vez mais os deuses perdem características transcendentes até que a "degeneração" chegue a ponto destes se relacionarem sexualmente com seres humanos, o que significa a perda da natureza metafísica, da característica invisível, ou mais, de haver relações físicas e pessoais de violência entre humanos e divindades, sem qualquer caráter transcendente.
    Em muitos casos é difícil distinguir com clareza se determinadas religiões são Pan ou Politeístas. Mesmo no estágio Panteísta por vezes pode-se identificar com muita evidência algumas personificações das entidades divinas, mas algumas características como as citadas no parágrafo anterior são exclusivas do politeísmo. É possível que os elementos que contribuam ou realizem essa transição sejam o Animismo, Fetichismo e Totemismo.
    Ocorre também uma relativa equivalência entre deidades femininas e masculinas, embora as masculinas mostrem sinais de predominância a medida que o sistema de crenças se torne mais mundano, características de uma fase mais racional e técnica onde muitas vezes a religião politeísta caminha junto com filosofias da natureza.
    É sempre nesse estágio também que as sociedades desenvolvem escrita, ou pelo menos passa a utilizar símbolos abstratos e códigos visuais mais elaborados, no caso do politeísmo asiático, egípcio e europeu por exemplo, evoluiu para um sistema de escrita complexo.
    Muitas destas religiões têm então, narrativas de seus mitos em forma escrita, mas tais não possuem o valor e a significância de uma Revelação propriamente dita.
    Num estágio final tende a ocorrer o fenômeno da Monolatria, onde a adoração se concentra numa única divindade, o que pode ser o ponto de partida para o Monoteísmo.

    MONOTEÍSMO

    Chega um momento onde o Politeísmo está tão confuso, que parece forçar o "inconsciente coletivo", ou a "intuição global" a buscar uma nova forma de crença. Alguém precisa pôr ordem na casa, surge então um poderoso Deus que acaba com a confusão e se proclama como o Único soberano. Acabam-se as adorações isoladas e hierarquiza-se rigidamente as deidades, de modo a se submeter toda a autoridade do universo a um ente máximo.
    O MONOTEÍSMO não é a crença em uma única divindade, mas sim a soberania absoluta de uma. A própria teologia judáico-cristã-islâmica adota hierarquias angélicas que são inclusive encarregadas de reger elementos específicos da natureza.
    Um elemento que caracteriza mais claramente o MONOTEÍSMO mais específico, Zoroastrista, Judáico, Cristão, Islâmico e Sikh, é antes de tudo a ausência ou escassez de representações icônicas do Deus supremo, e sua desatribuição parcial de qualidades humanas, nem sempre bem sucedida. Já as entidades secundárias são comumente retratadas artisticamente.
    A própria mitologia grega através da Monolatria, já estaria a dar sinais de se dirigir a um monoteísmo similar ao que chegou a religião Hindu, ou a egípcia com a instituição do deus único Akhenaton, embora ainda impregnadas fortemente de Politeísmo a até de reminiscências Panteístas no caso do Bhramanismo. Zeus assomava-se cada vez mais como o regente absoluto do universo. Entretanto um certo obstáculo teológico impedia que tal mitologia atingisse um estágio sequer semi-Monoteísta. Zeus é filho de Chronos, neto de Urano, essa descendência evidencia sua natureza subordinada ao tempo, ele não é eterno ou sequer o princípio em si próprio, que é uma característica obrigatória de um Deus Uno e absoluto como Bhraman ou Jeová.
    Um fator complicador é que todas essas religiões apesar de seu princípio Uno, são também Dualistas, pois contrapõem um deus do Bem contra um do Mal. Entretanto não se presta "Sob Hipótese Alguma!", qualquer culto ao deus maligno, como ocorre nas Politeístas. Saber se o deus maligno está ou não sujeito afinal ao deus supremo é uma discussão que vem rendendo há mais de 3.000 anos.
    Diferente do estado Panteísta original não ocorre harmonia entre os opostos, e um deles passa a ser privilegiado em detrimento do outro. Sendo assim onde antes ocorria a divinização dos aspectos Masculinos e Femininos do Universo, e a sacralidade da união, aqui ocorre a associação de um com o maligno, fatalmente do elemento Feminino uma vez que todas as religiões monoteístas surgiram na fase patriarcal da humanidade.
    O Bhramanismo sendo o mais antigo, ainda conserva qualidades tais como veneração a manifestações femininas da divindade, não condena a relação sexual e ainda detém a crença reencarnacionista que é uma quase constante no Panteísmo. Do Politeísmo guarda toda um miríade de deuses personificados, com estórias bastante humanas que envolvem conflitos e paixões. Mas a subordinação a um Uno supremo, no caso representado pela trindade Bhrama-Vinshu-Shiva, é clara. O panteão anterior Hindu foi completamente absorvido pelo monoteísmo Bhraman, e conservou até mesmo a deusa Aditi, que outrora fora a divindade suprema.
    Já os monoteísmos posteriores, mais afastados do fenômeno panteísta, entram em choque mais evidente com o Politeísmo que geralmente está em estado caótico. Ocorre um abafamento da religião anterior pela nova e seu caráter patriarcal e associado a violência, especialmente a partir do Judaísmo, se impõe de forma opressiva. As divindades femininas são erradicadas ou demonizadas, sendo então obrigatoriamente associadas ao elemento maligno do universo. Esse fenômeno acompanha a queda da condição social feminina na sociedade.
    Embora as teologias monoteístas, especialmente na atualidade, se esforcem para afirmar o contrário, o deus único Hebreu, Cristão e Islâmico, basicamente o mesmo, assim como o do anterior Zoroastrismo e posterior Sikhismo, são nitidamente masculinos, aparentemente renegando o aspecto feminino divino do universo, mas na verdade o absorvendo, uma vez que ao contrário de deuses "supremos" Politeístas como Zeus, Osíris e Odin, eles são carregados de atribuições de amor e compaixão, embora ainda conservem sua Ira divina e seus atributos violentos, o que resulta em entidades complexas, que possuem aspectos paternos e maternos simultâneamente.
    Tal como a própria emocionalidade, esse é o período mais contraditório da evolução do pensamento Teológico. Apesar de estar sob o domínio de uma característica de predominância subjetiva, é o momento onde as sociedades se mostraram paradoxalmente mais androcráticas. Os elementos femininos são absorvidos pelo Deus Único dando a ele o poder de atrair e seduzir as massas pela sua bondade, mostrando sua face benevolente, mas por outro lado a espada da masculinidade está sempre pronta a desferir o golpe fatal em quem se opuser a sua soberania.
    Tal união, confere aos deuses monoteístas um poder supremo inigualável, e tal contradição, tal desarmonia intrínseca, resultou não por acaso no período religiosamente mais violento da história. As religiões monoteístas, especialmente o trio Judaísmo-Cristianismo-Islamismo, são as mais intolerantes e sanguinárias da história.

    ATEÍSMO

    As religiões aqui caracterizadas como Ateístas negam simplesmente a existência de um Ser Supremo central, que tudo tenha criado e a tudo controle, e talvez seja nesse grupo que se sinta mais radicalmente a ruptura entre Ocidente e Oriente, mas basicamente o Ateísmo religioso tende a funcionar da seguinte forma.
    Se o Monoteísmo tenta acabar com o "pandemonium" Politeísta e estabelecer uma nova ordem por algum tempo, acaba por também se mundanizar. As autoridades religiosas interferindo fortemente na política e na estruturação social, enfraquecem como símbolos transcendentes. A inflexibilidade fundamentalista do sistema se revela injustificável ante a problemática social e as conquistas e descobertas filosóficas e científicas e num dado momento o sentimento de descrença é tal que deixa-se de acreditar num deus. Surge o ATEÍSMO.
    Esse é o ponto crucial, a razão pela qual de fato não acredito que existam Ateus no sentido mais profundo do termo, no máximo "agnósticos".
    Geralmente o ateu não é aquele que desacredita do "invisível", de qualquer forma de Téos, mas sim o que descrê dos deuses personificados e corrompidos. Afinal até o mais materialista e cético dos cientistas trabalha com forças invisíveis! Fenômenos da natureza ainda inexplicáveis.
    Gravitação Universal, Lei de Entropia, Mecânica Quântica e etc. não podem ser vistas! Apenas seus efeitos. Tal como sempre se alegou com relação aos deuses.
    No que se refere a uma visão do Princípio, não creio fazer diferença acreditar que um corpo é atraído para o centro da Terra por uma força invisível da natureza ou pela vontade de um deus também invisível. Há apenas uma maior compreensão racional do fenômeno, com maiores resultado práticos, mas de um modo ou de outro, a explicação possui um certo caráter de fé, tão racionalmente satisfatório para o cientista quanto para o religioso, capaz de explicar com clareza o funcionamento do mundo e mesmo quando isso não ocorre, admiti-se como mistérios divinos, ou causas científicas ainda desconhecidas.
    No caso do Oriente, o Ateísmo religioso surge principalmente na Índia, sob a forma do Budismo e do Jainísmo, e na China, sob o Taoísmo e o Confucionismo. Todas essas religiões possuem textos base com certo grau de respeitabilidade mística ou filosófica, mas o grau de liberdade com que se pode reinterpretar ou mesmo discordar destes textos é incomparável em relação aos livros sagrados Monoteístas.
    E nesse nível que muitas posturas passam a ser desconsideradas como religiões, sendo tidas em geral como filosofias. No Ocidente, tal movimento ocorreu também na Grécia Antiga, através de Filósofos da Natureza que estabeleciam como princípio primário universal alguma "substância" completamente impessoal. Mais especificamente, Aristóteles colocava o MOTOR IMÓVEL como o princípio primário, e PLOTINO, estabelecia o UNO. Porém essa breve ascensão do Ateísmo filosófico e científico ocidental foi logo minada pelo sucesso do Monoteísmo cristão.
    O Ateísmo no Ocidente só surgiu novamente após a renascença, no Iluminismo, onde outras formas filosóficas se desenvolveram, mas a mistura destas com os Neo Panteísmos e o avanço científico em geral resulta num quadro difícil de se diferenciar.
    Mas o ponto mais complexo na verdade, e que Ateísmo e Panteísmo se confundem.

    Religiões ATEÍSTAS e NEO-PANTEÍSTAS

    As religiões Ateístas não crêem numa entidade suprema central, mas pregam a interdependência harmônica do Universo, da mesma forma que o Panteísmo.
    Pregam a harmonia dos opostos como Yin e Yang, da mesma forma que a harmonia entre a Deusa e o Deus no Panteísmo, e constantemente adotam um posição de neutralidade em relação aos eventos.
    Provavelmente não por acaso TAOÍSMO e BUDISMO são as mais avançadas das grandes religiões num sentido metafísico, racional e mesmo científico. São imunes a contestação racional pois seus conceitos trabalham num plano mais abstrato mas ao mesmo tempo capaz de explicar a realidade, e fartos de paradoxos escapistas, sendo extremamente mais flexíveis que as religiões monoteístas por exemplo. Não há casos significativos de atrocidades cometidas em nome destas religiões em larga escala como as monoteístas ou nas politeístas monolátricas.
    Porém, barreiras intransponíveis impedem que essas religiões sejam nesse esquema de divisão, classificadas como Panteístas. TAOÍSMO e CONFUCIONISMO que são chinesas equanto o BUDISMO e o JAINISMO Indianos, são religiões letradas. Possuem seus escritos fundamentais como os Sutras Budistas, o Tao Te-King Taoísta e os Anacletos Confucianos e os textos dos Tirthankaras Jainistas. Todas possuem seus mentores, Buda, Lao-Tsé, Confúcio e Mahavira. E todas são muito desenvolvidas filosoficamente, por vezes sendo consideradas não religiões, mas filosofia. Todas essas características inexistem no Panteísmo primitivo.
    Portanto isso me leva a classificá-las como RELIGIÕES ATEÍSTAS, por declararem a inexistência de um Ser Supremo. Pelo contrário, o TAO ou o NIRVANA, o centro de todo o Universo segundo o Taoísmo e Confucionismo, e o Budismo, são uma espécie de Vazio, um Não-Ser.
    Já o Neo-Panteísmo possui sim seus textos. É o caso do Espiritismo Kardecista, do Bahaísmo, do Racionalismo Cristão e etc. Embora muitos insistam em negar-se como Panteístas se inclinando para o Monoteísmo, porém uma série de fatores a distanciam muito deste grupo. Tais como:
    A ênfase atenuada dada ao livro base da doutrina, que embora seja uma revelação, não tem o mesmo peso dogmático e em geral se apresenta de forma predominantemente racional. A postura passiva e não proselitista, e muito menos violenta, do Monoteísmo tradicional. A caraterização de seu fundador que mesmo sendo dotado de dons supra-naturais, não reivindica deificação e nem mesmo reverência especial. E o mais importante, diferenciando-as principalmente do Monoteísmo "Ocidental", o tratamento totalmente diferenciado dado a questão da existência do "Mal". Esses são alguns exemplos que tendem a afastar essas novas religiões, que prefiro agrupar na categoria Neo-Panteísmo, do grupo das Monoteístas.


    PANTEÍSMO

    =>
    Deus é Tudo

    POLITEÍSMO

    =>
    Deus é Plural

    MONOTEÍSMO

    =>
    Deus é Um

    ATEÍSMO

    =>
    Deus é Nada


    Evidentemente, afirmar que DEUS é TUDO é muito similar a afirmar que é NADA. O ZERO é tão imensurável e incalculável quanto o INFINITO. Eles não podem ser medidos ou divididos, assim como não se divide por eles.
    Vale lembrar que não se pode também rotular tal ou qual religião como meramente Pan, Poli ou Monoteísta. Muitas passaram pelas várias fases nem sempre de maneira perceptível e consensual. O próprio Budismo tem várias escolas bastante diferentes entre si, e mesmo o Cristianismo tem suas variantes com direito a reencarnação e sexo tântrico, e cujas atribuições de Deus o afastam das características monoteístas. Mas o processo macro, inconsciente, me parece ser esse! O de fases "psicohistóricas" que vão na forma:
    ?-PANTEÍSMO-POLITEÍSMO-MONOTEÍSMO-ATEÍSMO-?PANTEÍSMO
    Outro ponto importante é que jamais uma dessas formas religiosas deixou de existir totalmente, principalmente na atualidade onde a intolerância religiosa não é mais "tolerada" na maior parte do mundo. Esses tipos de religiões se misturam e se confundem, o que explica porque qualquer tentativa de se classificar as religiões é tão complexa.
    Até mesmo essa divisão esquemática apresenta problemas, como a notável diferença entre o Monoteísmo "Ocidental", Judaísmo-Cristianismo-Islamismo, fortemente interligadas, o Monoteísmo Oriental, Hindu, Bhramanismo e Sikhismo, e o sempre complexo Zoroastrismo, de características fortemente Maniqueistas, o que viria por vezes a suscintar a questão de se o Maniqueísmo, que tem forte influência sobre o Gnosticismo e o Catolicismo, poderia ser considerado Monoteísta.



    SÍMBOLOS

    O mantra sagrado "OM" ou "AUM" Hindu. Representa o "Som" primordial. A Roda do DHARMA budista, ou "Roda da Vida".
    O Tei-Gi do Taoísmo. Simbolizando a interdependência dos princípios universais Yin e Yang. A estrela de Davi. Um dos símbolos do Judaísmo e do estado de Israel.
    A cruz do Cristianismo. Encruzilhada entre o material e o espiritual. A Lua e Estrela Muçulmana, oriunda de um dos mais antigos estados a adotar o Islã.
    Nenhuma religião em especial mas algumas igrejas protestantes costumam usar um livro como símbolo.

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    POLITEISTAS

    Darma e considerado como um caminho para a verdade superior,o darma é a base das filosofias,crenças e pratica que originaram na índia . A mais antiga dessas,e conhecida como hinduísmo,e a sanatana dhama . No budismo ,jainismo,e no sikhismo a darma também tem o papel axial:simetria axial,correspondência entre dois pontos tais que o segmento que os encontra no seu meio e em Ângulo reto ou uma reta fixa nessas tradições ,seres que vive em harmonia com o darma alcança m yukam,o nirvona ou libertação da roda das soumsaram, ou ciclo de reencarnações.


    Os ayyavazhi uma religião darmica que se originou no sul da índia no século XIX.E considera uma religião independente do hinduísmo .Nos censos indianos ,porém ,a maioria dos seus seguidores declara-se como hindos .Portanto o ayyavazhi também é considerado uma ,seia hindy .

    Os Bramanismo
    Bramanismo :é a antiga filosofia religiosa indiana que formou a espinha dorsal de cultura daquela civilização por milênios a.c até o início da era cristã .persiste de forma modificada,sendo atualmente chamado de hinduísmo .E um conjunto de concepções religiosas sociais e política ,oriundo do vedismo ,primitiva forma de religião do irindus ,que tem como base no texto dos vidas (conhecimentos divino ou sruti )(revelação) transmitido oralmente.

    COPIADO INTERNET: FONTE DESCONHECIDA
    FEITO POR: JOAO MARCOS,LUCAS,MATHEUS MILANI,NATHAN
    POSTADO POR: EDUARDO 6º A